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Como pesquisar jurisprudência com inteligência artificial?

Pesquisar jurisprudência com inteligência artificial consiste em descrever o caso em linguagem natural — e não por palavras-chave — para que o sistema encontre decisões cujo sentido corresponda ao problema jurídico apresentado. Uma pesquisa confiável exige três elementos: uma base de decisões reais e identificada, busca semântica sobre essa base e a exibição da fonte de cada decisão (tribunal, número do processo, relator e data) para conferência pelo advogado.

O que muda em relação à busca por palavra-chave

Na busca tradicional, é preciso adivinhar o vocabulário usado pelo tribunal: uma mesma tese aparece com redações diferentes em cada câmara. Na busca semântica, o sistema compara o significado do texto pesquisado com o significado das decisões indexadas, o que reduz a dependência do termo exato.

  • descreva os fatos e a tese, não apenas dois ou três termos
  • informe o recorte de tribunais que interessa ao caso
  • confira sempre a fonte antes de citar a decisão em uma peça

O erro mais comum: IA sem base jurisprudencial

Modelos de linguagem genéricos não possuem, por si só, um acervo de acórdãos. Quando são consultados diretamente sobre jurisprudência, podem gerar números de processo inexistentes ou ementas que não correspondem ao que foi julgado. A citação só é segura quando existe uma decisão real por trás dela e um link para a fonte pública.

Como o Juno faz

O JuriSmart® é o sistema de pesquisa jurisprudencial do Juno. Ele consulta uma base própria e curada de decisões dos tribunais brasileiros — não é um agregador de buscadores — e devolve cada resultado com tribunal, número do processo, relator, data e acesso à fonte. Também permite filtrar apenas precedentes qualificados do Banco Nacional de Precedentes (BNPrecedentes).

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